Imagem

Nesta página, você pode conhecer alguns dos meus trabalhos visuais por ordem cronológica de produção.

Barco e barqueiro

2026.
Argila, frutos secos/sementes e crochê em sisal.

“In the afterlife the first face I see is my mother’s.
Every mother is the boatman, having once been the boat.”
Katie Schmid – The Boatman

Linhagem

2025.
Intervenções em manto de crochê.

Intervenção com linha, chaves da casa em que morei com minha mãe e uma casca de cigarra, sobre um manto em crochê feito há muitas décadas por minha trisavó Maria Luisa.

Você nunca mais vai dormir

2025.
Com Inácio Boaventura.
Pastel oleoso sobre fotografia digital de acervo doméstico impressa em papel. Montagem sobre fralda de algodão.

Por três anos, até que meu filho dormisse uma noite inteira pela primeira vez, registrei obsessivamente seu sono, o que me deixou com um grande acervo fotográfico desses momentos. Alguns anos depois, selecionei e imprimi algumas dessas imagens, que receberam intervenções em pastel oleoso feitas em conjunto com ele.

Refazimento

2025.
Ensaio fotográfico.
Meditação sobre o fio, ação combinada: durante a noite, enquanto meu filho dormia, transformei o fio em corrente. Pela manhã, ele desfez os pontos, devolvendo ao fio sua forma original.

Ecobiografia da mãe

2024.
Apresentação de pesquisa: montagem com obras, frutos/sementes, materiais diversos e texto.

“Tenho trabalhado com uma espécie de mapeamento do território que a autora Isadora Krieger chama de Continente Materno. Esse mapeamento se dá a partir da pergunta, adaptada de Tim Ingold: onde termina uma mãe e começa o resto do mundo?” (fragmento)

Sedimentação

2024.
Com Thais Boaventura.
Tricô iniciado por minha mãe e que ela não chegou a finalizar.

Dorsal

2024.
Pastel seco, grafite, carvão, PET-Scan e papel vegetal sobre papel.

memento vivere

2024.
Objeto temporário. Celular, imagem de PET-Scan, folha de umbigo de bananeira, paina e minério de ferro.

Ígnea

2024.
Pastel seco, grafite e costura sobre papel. Produzido com a ajuda do meu filho Inácio.

Notas

2024.
Série de desenhos, escritos e intervenções sobre papel.

#1. Prognóstico
#2. Advertência
#3. Prece

lições do fogo

2024.
Meditação fotográfica. Fotografia digital.

íntima botânica

2022.
Projeto de observação fotográfica. Fotografia digital.

da raiz ao fruto

2023.
Díptico. Fotografia digital.

Metamorfose

2022.
Grafite, carvão, pastel seco e pastel oleoso sobre papel.

O sonho da semente

2022.
Fotografia digital.

terra a terra

2022.
Ensaio em fotografia digital.

Madre Tectônica

2022.
Série de desenhos, rasgos e costuras sobre papel e texto. Clique na imagem para ver mais.

Além do Fim do Mundo

2020.
Ensaio em fotografia digital. Com André Persechini.

Num resgate do exercício que resultou no projeto O Primeiro Ano, nos lançamos na tarefa de produzir um novo diário fotográfico para registrar e refletir o processo de gestar o futuro durante o fim do mundo. Clique na imagem para ver mais.

A que será que se destina

2019.
Bordado sobre ultrassonografia obstétrica e papel vegetal.

Invasões Bárbaras

2019.
Bordado sobre PET Scan.

Educação para o lar

2019.
Intervenção sobre livro de mesmo título.

Grão

2019.
Colagem: aquarela, bordado e fotografia impressa em acetato.

Pequeno memorial para não esquecer o que aprendemos com a nossa semente que não vingou.

Motherland

2019.
Com Thais Boaventura.
Guache sobre tela. Continuação de uma pintura iniciada por minha mãe e que ela não teve tempo de terminar.

Caderno de Navegações

2018.
Série de desenhos em pastel oleoso.

Giro o globo do Google Maps e escolho, de forma aleatória, um lugar desse mundão pra jogar o bonequinho e abrir uma foto esférica do Street View. Seleciono o enquadramento que achar mais agradável, tiro um print pra guardar para o futuro, anoto as coordenadas do lugar e passo a paisagem para o papel. ⠀

Ainda Estou Aqui

2018-2020.
Fragmento. Fotografia digital com o Instagram como suporte. um ano da série.

Inspirado no trabalho de On Kawara, este projeto discute o relacionamento entre a mídia, temporalidade e identidade.

Coisas acontecem quando mulheres se encontram

2019.
Colagem, bordado e desenho. Ilustração para a capa da minha dissertação de mestrado.

Paisagens do esquecimento

2014.
Intervenção sobre fotografia de base química.

O Primeiro Ano

2013-2014.
Ensaio em fotografia digital. Com André Persechini.

Quando juntamos nossos paninhos, intrigados pela ideia de que o primeiro ano de casados é o pior, André e eu fizemos um registro solto do cotidiano daquelas duas pessoas que estavam aprendendo a viver juntas. Clique na imagem para ver mais.

A vós bradamos, as degredadas filhas de Eva

2013.
Série de desenhos. Lápis, lápis aquarelável, carvão e pastel seco sobre papel.

“On ne connaît que les choses que l’on apprivoise”

2013.
Ensaio em fotografia digital.

Retrato de minha avó

2013.
Ensaio em fotografia digital.

Em 2013, minha avó sofreu um mal súbito, foi hospitalizada e morreu antes que pudéssemos nos despedir. Um pouco antes disso, eu estava começando a trabalhar com fotografia e a havia prometido que faria seu retrato, mas não houve tempo. Decidi, então, fazer seu retrato a partir dos traços que ela deixou de si em seu mundo. Clique na imagem para ver todas as fotos.

Manto da Apresentação

2011.
Fotografia impressa em tecido costurada sobre manto.

Com fotografias do meu acervo pessoal impressas em tecido, costurei meu próprio Manto da Apresentação, inspirado no manto que Arthur Bispo do Rosário criou para se apresentar à Virgem Maria no Juízo Final e nas reflexões de Antônio da Costa Ciampa a respeito do conceito de identidade. O manto da minha apresentação ao outro, da minha identidade, reúne aquilo que efetivamente me forma e me transforma; o que me faz única e, ao mesmo tempo, muitas; o que me permite conectar o eu com o outro: os laços que me envolvem. O trabalho funciona como um mapa visual das relações que me constituem, coordenadas que me localizam em um universo de afetos.

Enlace

2011.
Litogravura.

Poética da Intimidade

2009.
Fotografia digital.